I - Sexo & Violência
Jack pegou sua faca e começou a perfurar aquele ventre com fúria. Chuck apenas assistia e esperava sua vez de perfurar a garota, não no ventre e não com faca como o cumplíce fazia, mas sim na vagina. Ele queria fodê-la antes que morresse e eala devia sangrar durante a fornicação. Chuck só gosava quando via o sangue escorrendo na calçada. A isso Jack apenas observava, um sorriso sádico no rosto, sua tara eram as facadas mesmo.
Os dois encontraram essa garota andando sozinha em uma rua próxima ao cemitério. Os sinos batiam meia-noite, ela aparentava no máximo dezenove anos, provavelmente era uma estudante noturna. Jack e Chuck viram-na andando pela rua mal iluminada e transformaram-na em vítima fácil de sua série de assassinatos. O quinto segundo o jornal. O vigésimo primeiro, segundo os matadores.
Após o orgasmo de Chuck, os dois sumiram na escuridão.
II- Só pra passar o tempo.
O sol começava a esquentar a fria manhã, os três únicos carros de polícia da cidade estavam parados em volta do corpo esfaqueado. O coveiro da cidade, Jacinto, viu aquilo e sorriu o mesmo sorriso sádico de quando se chama de Jack.
O delegado de polícia, um homem gordo com a testa ampliada pela calvíce, se aproximou do corpo como se ele fosse um personagem dos seriados americanos que ele assiste por toda a madrugada, pois sofre de insônia. Não chegou a nenhuma conclusão olhando para o cadáver mas disse para seu assistente.
- Sem dúvida é do mesmo assassino.
- Não seriam dois senhor? - Perguntou Charles, o assistente.
- Por que você diz isso rapaz? - Esbravejou entre o bigode, incomodado com a intromissão do jovem assistente.
- Tem umas marcas de sapatos aqui-Mostrou o rapaz gordinho as duas pegadas de pés enormes- e são maiores que as pegadas mais próximas da garota.
O delegado Moraes teve de concordar com assistente, este que a noite se chamava Chuck, apenas queria se divertir com a burrice do delegado. As pegadas desapareciam sem deixar rastros.
- Os filhos da puta são espertos. - Exclamou doutor Moraes.
Um vulto alto e magro se aproximava com um saco de pão em mãos, era Jack, ou Jacinto como era conhecido durante a manhã, coveiro e tocador de pratos na banda da cidade. Como era conhecido do delegado e cumpria uma mórbida função na cidade, Moraes o chamou para ver a cena do crime.
- Parece que esse pisicopata vai te dar muito trabalho caro Jacinto.
- Espero que não tanto seu delegado. - Respondeu o fúnebre rapaz sem conseguir tirar os olhos do corpo, as feridas escancaradas estavam, para Jack, ainda mais belas depois do tempo agir sobre elas. Ele gostou tanto de ver sua obra novamente que seu pênis se errijeceu.
Moraes deu alguns tapinhas nas costas do coveiro, perguntou se iria no ensaio da banda, o delegado era o regente e ficava todo enfeitado no uniforme que usava até nos ensaios. O fúnebre rapaz sorriu com o canto da boca e moveu a consetiu com a cabeça, ainda sem tirar os olhos do corpo.
Charles, ou Chuck para sacanear o parceiro de crime perguntou o tamanho da lancha. Quarenta e oito, um número raro segundo o assistente gordinho, talvez houvessem poucos na cidade. Era uma pista. Jack olhou para o culplíce e quis entrar na brincadeira.
- O seu assistente tem razão doutor Moraes, eu mando fazer o meus sapatos, nunca encontro em lojas.
O delegado se emburrou novamente com a observação certeira do assistente. Chegando até a fazer um bico por trás do grosso bigode. Para não se sentir tão mal, mandou o assistente gordinho à procura de sapateiros, se despediu de Jack e foi para a delegacia passar o resto da manhã assistindo CSI pelo computador.
Jack alcançou Chuck quando este entrava na primeira sapataria para fazer perguntas como o delegado havia mandado.
- Tu não pode achar mais ninguém com o meu número. Vai ser mais divertido. Quero ver o bigodudo em cima de mim.
-Eu não gosto disso. Vou por pelo menos dois só para nãofoder de vez.
Chuck confirma o horário da próxima noite e entra na sapataria para cumprir seu dever. Jack tranqüilo vai para casa comer seu pão, que já devia estar murcho a essa hora. Todo o resto do dia não merece nota, pois, foi pura rotina da vida dos dois psicopatas.
III- Os punks também morrem.
Um casal de namorados estava se engolindo em um beco, eram dois jovens punks com o visual muito no estilo inglês, o rapaz de cabelos negros e arrepiados, a menina de moicano rosa, jaquetas de couro e muito metal. Eles estavam tão entretidos em suas bolinadas e beijos que nem notaram os dois vultos se aproximando, um gordo e outro magro.
Jack e Chuck ficaram observando até os punks perceberem os voyeres assassinos. O garoto se levantou sobressaltado e se pôs em frente a garota, perguntou o que queria a dupla, Jack apenas sacou uma navalha com a mão direita. O sósia do Sid Vicious sacou um canivete e mandou os dois irem emborar. Jack gargalhou, disse que era o rei da faca e que o rapaz morreria em vinte minutos, mas perderia o canivete em alguns segundos. O garoto avançou o canivete em um golpe reto na direção do Coveiro magrelo, que desviou em um rápido movimento e em um golpe rápido cortou o punho que segurava o canivete. O garoto soltou o canivete e um grito, ao ver o olhar de Jack percebeu que seria seu fim.
Chuck carregava um bastão de beisebol e acertou na cabeça do garoto, ele cuidaria do menino com violência Jack preferia usar suas refinadas lâminas contra uma dama. Chuck enfiava seu pequeno pênis em qualquer coisa. O gordo pansexual quebrou com o porrete todos os membros e o máxilar do garoto que estava desesperado, depois o selvagem assassino pôs o garoto de quatro e começou, como diria Alex Delarge, o bom e velho entra-e-sai.
Jack se divertia tanto fatiando a garota ainda viva que suas gargalhadas quase encobriam os gritos das vítimas, ele entalhou no corpo dela diversos simbolos, alguns com significados conhecidos, outros criados da cabeça doentia do coveiro. Enquanto o estripador magro se divertia com a dor da garota o gordo estuprador ouviu da boca ensaguentada do punk que ele tinha um pau pequeno. Ao escutar isso o assistente do delegado arrebentou o crânio do jovem desbocado contra a parede. O cérebro, que já não era dos melhores por causa das colas baforadas, ficou em diversos pedaços grudados na parede.
Os dois largaram os cadáveres no beco e foram embora. O gordo e o magro desaparecendo em meio as sombras. Um corpo com a cabeça estourada e uma garota fatiada, esperando o sol os mostrar e alguém encontrá-los.
IV - O detetive que não era alegre o tempo inteiro.
O delegado Moraes viu o maverick preto parar em frente a delegacia, era o detetive de Porto Alegre que o governador mandara para resolver o caso dos assassinatos. Moura estava irritadíssimo com essa decisão do governador, o delegado queria prender os homicidas, conquistar a fama, quem sabe escrever um livro contando a estória. Mas não. O governador mandou o detetive da capital para resolver tudo, um tal de Wildner, tinha fama de bebado e de bom descobridor de serial killer.
O detetive já começou incomodando Moraes, chegou às nove em uma reunião marcada para às sete. E além de o detetive não atender o celular, Moraes recebeu uma chamada dizendo que dois corpos haviam sido encontrados. O detetive Wildner entra na sala com uma garrafa de tequila em mãos e um cigarro na boca.
- Tu me chega só agora? Sabia que acharam mais dois corpos?
- Eu tava recolhendo provas. - Wildner estendeu a mão livre- Tu é o Moraes certo?
- Sim. E tu o detetive da capital. Vamos pro local do crime
Os dois investigadores foram no maverick até o beco. Ao chegarem encontraram o assistente Charles que já estava fotografando a sua própria obra. Chuck, que agora era Charles cumprimentou o detetive demontrando ânimo, mas estava se cagando. Wildner ficou andando em volta dos corpos observando e bebendo da garrafa que já estava pela metade.
- Esse alcoolátra não vai ajudar- Cochichou o delegado para seu assistente ruivo e gordo.
- Eu sou QUASE um alcoolátra! E só eu posso resolver.- Respondeu o detetive, mesmo estando distante do delegado.
O delegado enxugou sua testa calva com um lenço que sempre ficava no bolso, seu visual montado para parecer com um personagem da TV. Ele se aproximou de Wildner que olhava para a garota.
- Esses símbolos ele fez antes, mas nunca tantos, nessa ele exagerou.
- Ele é um ótimo desenhista.- Disse o detetive em um tom detetivesco.
- Nós achamos significado de vários, aquele é um símbolo hippie, aquele punk ,aquele hare krisnta, aquele é um simbolo anarquista, aquele nazista, esse satânico, na verdade não achamos o sentido de tudo isso.
- Não tem sentido, ele faz isso para despistar, acho que ele só gosta de cortar. Você me falou do sapato e que eram dois certo?
- Isso.
- Bom são dois, um enfiou o pau no garoto enquanto o outro fatiava essa menina.
- Como você sabe se ele comeu? As calças estão abaixadas ele está de quatro, mas o cu não está muito danificado.
- O pau do cara devia ser pequeno, mas suas unhas marcaram as costas, sem dúvida é um pevertido.
Quando ouviu isso Chuck quebrou um pedaço da prancheta que ele sempre carregava. Ninguém podia sacanear o seu pau. Nesse momento Charles precisava matar o detetive, comer o cu dele na maior força. Fazê-lo se arrepender. Falaria com Jack no mesmo dia. O detetive da capital veria o que é bom.
V - Papo à beira túmulo.
No cemitério Jack cavava a cova nova, que iria enterrar a universitária morta, enquanto chuck falava sem pausas.
- O cara é bom, não é um bosta igual o Moraes. Ele tem cara de estúpido, mas a algo de inteligente atrás dos enormes dentes. Ele bebe sem medo. Ele é esperto. Ele sabe o que faz. Ele pegou aquele guri do parque de Porto Alegre, o Maníaco de Alegrete também. Além daquele cara de Gramado que filmava as pessoas morrendo e exibiu no festival.
Jack continuava cavando sem prestar muita atenção ao outro.
- E que que tu quer me contando?
-Que a gente mate o cretino. Antes que ele nos foda.
Jack parou de jogar a terra para cima, pulou para fora dos sete palmos eternos. Se aproximou do rosto sardento de chuck. E o encarou com os mesmos olhos negros que a mãe de Jack o olhava antes de bronquear.
- Ainda é cedo caro amigo. Ele está longe, tu está perto dele. Vigie o detetive. Seja o Watson dele. Ele não vai nos pegar. Eu sou mais inteligente que esse bagual.
- Nós.
- O que?
-Nós
-Tu é mais burro.
Chuck olhou para o parceiro de crime com ódio, mas foi para a delegacia. Seu estômago pedia por comida, ele usara do horário de almoço para ir falar. O detetive realmente o incomodara.
VI - O paróco pecador.
O detetive Wildner estava com os pés sob a mesa do delegado, e os dois se encaravam sem dizer nada. O delegado tinha ensaio com a banda da cidade hoje, então tentava se lembrar dos ritmos batendo a caneta contra a mesa. Ficava um martelar meio estranho. Na mesa havia várias fotos dos crimes, e um mapa da cidade que marcava o local dos cinco ataques, e um perímetro definido pelo detetive.
Chuck entrou ofegante pela porta. Ele tinha a lista de todos que calçavam quarenta e oito. Dois nomes, Jacinto o coveito, e o padre Antônio Piazza. A igreja ficava no centro do perímetro definido pelos investigadores. O principal suspeito era o Padre, homem de hábitos reclusos, muito reservado, viera pra cidade a poucos meses, dois antes da onda de assassinatos começar.
- Vamos já para a igreja. -Disse Wildner abrindo outra garrafa de tequila.
Os três pularam no maverick e foram para igreja. O delegado não gostou do detetive dirigir e beber ao mesmo tempo, mas não falou nada. Moraes começous a criar um medo do detetive. Chuck, ou Charles, estava feliz e aliviado pelo padre ser o primeiro suspeito, Jack talvez não seria pego pelos pés. Pelo menos não de primeira.
A igreja tinha um ar gótico, paredes de pedra, portas grandes formando arcos ogivais, o interior era bem espaçado. Do lado oposto à entrada ficava o altar com diversos santos em volta, lá estava o padre, prostado atrás do altar, usando suas vestes de missa, seu rosto desenhava uma cara de júbilo, mas quando viu os três visitantes seus olhos arregalaram e rapidamente saiu de trás do altar e foi receber os investigadores.
- A que devo tal honra de três distintas pessoas? Mas não é o investigador da capital? O tal detetive?
- Sim padre, e tu calça quanto?
- Mas que pergunta!
- Bah perdoe o detetive, padre. Ele não é muito polído. Mas nós precisamos conversar, onde podemos falar em particular?
- Venham comigo, até aquela sala.
Wildner e Moraes seguiram o padre, Charles ficou sentado num dos bancos da igreja e viu quando um coroinha saiu de baixo do altar limpando a boca. Os três que entraram na sacristia puxaram cadeiras altas de madeira estofadas com veludo vermelho. O padre ofereceu café, Moraes aceitou, Wildner disse que estava bebendo vinho, e pegou sem pudor uma das melhores garrafas da adega do padre.
- Bom então, o que vocês querem? - perguntou o padre enquanto olhava desconsertado para o detetive.
- Padre nós queríamos saber algumas coisas. Primeiro podemos ver seus pés?
O padre Antonio sempre se constrangeu com a enormidade de seus pés. Quando criança pensou em até cortá-los ao meio. Era aquele defeito que o transformara em alguém tão introspectivo. O padre levantou os pés e confirmou o que eles já esperavam. Aí começou o interrogatório.
- Tu estava onde na noite de ontem?
- Eu... que pergunta é essa delegado?
- Tu gostas de faca padre? - Interrogou Wildner.
- Bah! Eu não.
- E de comer cus? - O delegado desferiu essa, fazendo o padre ficar vermelho.
- Que assunto é esse na casa de Jesus - O padre Antônio começou a fazer o sinal da cruz.
O padre estava suando, seu rosto vermelho, sua respiração ofegante. Ele lembrara que na noite anterior estava com seu coroinha, comendo o jovem e rosado cu do rapaz. O padre sabia que sua vida seria destruída, então começou negando, mas os dois investigadores o encaravam impassíveis. O padre então pegou um crucifixo e golpeou com ele a cabeça do delegado. O delegado caiu para trás quebrando a cadeira, o padre levantou-se e correu para fora da sacristia, o pançudo delegado caiu em cima de Wildner que ficou imóvel por alguns segundos e quando levantou viu que o padre trancara a porta de saída.
O padre corre pelo corredor central da igreja, Chuck nem repara pois estava embolsando o dinheiro da caixinha de donativos. Wildner tenta, com um são Judas de madeira maciça, arrombar a porta enquanto o delegado reclama de dor rolando pelo chão. O padre tropeça em um dos bancos e cai com a cara no chão levanta rápido com o nariz sangrando. Chuck ouve o barulho e sai de trás do altar vê o paróco ganhar a rua aos tropeços. Não se meche para impedir, ao ver que seus chefes estavam trancados espera alguns minutos para ajudar.
VII - O padre fugitivo.
Foi notíciado pelo jornal sensacionalista da tarde que o padre era o assassino procurado, fugiu quando a polícia o interrogou, agora Antônio era um fugitivo considerado armado e perigoso. O pedófilo padre percebeu o seu engano quando encontrou o jornal e já não sabia o que fazer. Estava escondido na casa de um amigo, o único da cidade, os dois muito sombrios, o amigo era Jacinto o coveiro, o verdadeiro homicida.
Jacinto o hospedara sem fazer perguntas, Charles já o informara de toda situação, das suspeitas dos delegados, da xeretagem do único jornalista da cidade, do porre do Detetive em que ele contou tudo para o jornalista. Jack queria matar o padre para provar a inocência do amigo, talvez até deixar uma mensagem para os investigadores, fechar o cerco para os assassino, Jack queria mais diversão. Chuck discordava, não queria nada disso, só queria matar e comer cus. Tinha medo de ser preso. Jack falou que se Chuck não ajudasse, mataria o padre sozinho e se fosse pego delataria o cumplíce.
O padre ficava chorando na cama que o coveiro lhe dera. Sua vida nunca fora tão desesperadora. Sua carreira construída à duras penas caiu por água à baixo, e se ele tivesse mantido o sangue frio ninguém nunca suspeitaria dele. Que merda, que merda. Antônio já estava quase blasfemando quando Jacinto entrou no quarto e falou que havia comprado as passagens que o padre pedira.
Os dois andavam pelas ruas de parelelepípedo frias e escuras, o inverno começara há três dias e a neblina envolvia toda a cidade. Jack andava na frente suas facas presas à cinta e um sobretudo preto cobrindo todo o corpo. Antônio andava cabisbaixo vestido com roupas que o coveiro emprestara, ele andava apertado mas era mais seguro que andar com a batina única peça com que ele fugira, pois sempre ficava nu por debaixo do sacro uniforme.
Jack parou derrepente e se virou para o padre já com uma faca em mãos.
- Sabe padre, tu esta sendo visto como eu. E eu não gosto disso.
- O que você quer dizer?
- Como tu te sentiria se alguém falasse que rezou as suas missas?
- Meu Deus! É você não é?
O vigário começou a correr, mas foi pego por chuck. Que já seguia aos dois desde que sairam da casa do coveiro. Chuck derrubou o desesperado padre com o seu tradicional porrete. O padre entendeu que eram comparsas e o desespero se abateu sob sua alma cristã.
- Eu vou matá-lo Chuck!
- Tanto faz. Mas minha parte tu sabe.
Chuck botou seu pequenino membro para fora. Jack enfia a faca nas costas do padre pecador e rasga a pele descobrindo a coluna. O coveiro assassino se diverte com sua faca sem controle recheada de ódio, quem mandou o padre tentar roubar a cena. Depois de terminada a estripação veio o estupro e a assinatura. Uma mensagem para os investigadores, escritaa sangue.
VIII - O duelo, de quatro.
Pela manhã a neblina cobria o chão da cidade, as pessoas pareciam flutuar quando vistas de longe, mal se enxergava os pés. Nesse tipo de manhã o delegado Moraes detestava sair da cama, sua única vontade nesses dias era assistir aos programas de detetive da tv. Mas Moraes levantou cedo e foi o primeiro a chegar na delegacia onde o corpo do padre foi deixado, na verdade pregado na parede, crucifixado, um retângulo aberto na barriga e os dizeres: "Dentro dele há orgãos, dentro de nós, demônios. ass: JACK & CHUCK"
- Agora eles têm nomes. Escutem malditos! Eu irei pegá-los- Gritou o delegado olhando para o nada.
- As câmeras estão desligadas Moraes. - Disse Wildner chegando por trás do delegado.
- Veio cedo detetive. O caso está te intrigando. Olha o que esses animais fizeram.
- Barbaridade...
Não demorou muito para que boa parte da cidade estivesse em frente a delegacia, chocada e indignada. A multidão foi acometida por um acesso de fúria, as pessoas começaram a xingar a polícia de omissa e burra, o delegado e o detetive se trancaram na casa da lei. Alguns cidadão mais exaltados tentaram arrombar a porta o que despertou o medo do delegado. O detetive Wildner achou uma fuga pela porta de trás, e foram os dois o detetive bebum e o delegado pançudo fugiram pela porta do fundos. Em direção ao cemitério onde estava o último suspeito.
Jacinto estava afiando suas lâminas sentado em um túmulo. Ele sabia o que iria acontecer, as pegadas, os dois suspeitos, ele precisava ser pego. As pessoas tinham que saber quem era o autor. Ele queria que vissem sua obra, ele queria que vissem o autor. Se matasse o detetive e o delegado Jack partiria para outra cidade, sem aquele parceiro ruivo e engordurado Chuck. Ele já havia cavado as covas em que iria por os investigadores.
Chuck chegou ao trabalho e viu a multidão furiosa. Rapidamente o assassino covarde pôs-se a correr por correr, pois estava perdido não sabia aonde precisava chegar. Mas logo sua velha idéia de ir sempre até Jack veio em sua cabeça. Então se dirigiu ao cemitério sem saber direito o que dizer. Chuck corria em meio a multidão fingindo estar tranquilo só pra ninguém saber de seu medo enorme.
Jack viu os dois investigadores se aproximarem, o detetive dava um gole em sua tequila a névoa era densa no chão, nenhum dos dois viu as covas destinadas. Jack sorriu e escondeu suas facas, com o sobretudo ele parecia flutuar sob a névoa.
- Delegado olha quantos símbolos aqui. O cara é ainda muito mórbido. Quase certeza que é ele.
- Eu conheço o coveiro, Wildner. Vamos lhe dar o benefício da dúvida.
- Você sempre acha que tão te filmando.
Os três pararam, os detetives em frente ao coveiro que sorria soturnamente. Wildner estava com a mão na arma, ele não gostou nada do sujeito. O coveiro também mantinha um punhal bem próximo à mão. Depois de uns segundos de silêncio, o delegado resolveu começar a falar. Contou dos assassinatos, falou dos pés e do padre, perguntou o que ele fez na noite anterior.
- Eu matei um padre. O Antonio conhece?
- Bah! Não é brincadeira. Fala direito guri.
- Tu não entende né? Eu não vou parar. Eu não vou deixar que outro receba os créditos por mim. Eu sou o rei da navalha. Eu posso fatiar qualquer um. Eu tenho o poder de decisão sobre quem vive e quem morre e vocês vão morrer hoje.
Wildner sacou a arma e apontou para o psicopata.
- Cala tua boca magrelo, se alguém vai morrer é tu.
- Vá à merda detetive rock star. Armas não matam deuses.
O delegado estava estagnado com tal terror que cobria seu corpo. Chuck se aproximava sorrateiro com uma pá em mãos. Moraes ouviu os passos do ex-assistente e se virou e teve tempo de reconhecer o traidor e logo após desmaiou com um golpe de pá na cara. Wildner se viu cercado pelos dois assassinos, atirou em Chuck, que caiu no chão gemendoo de dor, mas o detetive mal teve tempo de se virar para o outro matador e recebeu uma punhalada na barriga. Antes de Jack retirar a faca para dar outro golpe Wildner soltou um tiro que mandou o rival para trás.
Caído no chão com a faca ainda na barriga e a névoa impedindo de enxergaro inimigo, o detetive começou a atirar onde ele achava que estava o esfaqueador. Deu cinco tiros e começou a procurar por balas nos bolsos de sua jaqueta de couro. Percebendo o silêncio Jack pulou sobre o detetive que mal teve tempo de reagir e recebeu outra facada. Os dois começaram a rolar brigando em meio a neblina resteira. A segunda facada não causou uma ferida mais que rasteira e Wildner conseguiu desarmar o adversário em um golpe.
O delegado Moraes começou a recobrar a conciência saiu do meio da névoa e sacou sua arma, viu o assistente judas se levantando. Moraes apontou sua arma.
- Já era filho da puta.
- Tu sempre tem que fazer cena.
Chuck também sacou sua arma e os dois trocaram tiros até as armas descarregarem. O delegado, que já estava, em pé afundou na névoa e caiu dentro de uma das covas. O assistente recebera um tiro no meio da testa e sua cabeça ruiva se espalhou por todos os lados o corpo do assassino desfaleceu no gramado encoberto pelo nevoeiro. Era o fim do assistente do assassino.
Wildner e Jack continuavam a rolar pelo chão em meio a socos e mordidas. O coveiro conseguiu imobilizar Wildner e socou o seu rosto chegando a quebrar os dentes do detetive que recebe também uma facada na virilha. Wildner ao sentir que provavelmente morreria reuniu suas ultimas forças empunhou uma faca que estava pelo chão e acertou o pescoço do assassino, com as pernas o empurro para longe e o coveiro caiu em sua própria cova.
O detetive tossia e gemia, sua gana de viver o salvara novamente. Pegou o celular e chamou pelos políciais. Ainda no chão gritou pelo delegado que respondeu com a voz fraca em seu último fio de vida. Wildner arrancou a faca da virilha e mancando se aproximou da cova que escondia o delegado. Moraes havia tomado três tiros em sua enorme pança. Wildner desmaiou e caiu sobre o delegado.
IX - O fim, feliz, ou não, é ele.
Wildner acordou no hospital, na cama ao lado ele reconheceu a pança do delegado.
- Tu tá aí? Bah mas foi um cara pra lá de teimoso.
O delegado estava entubado e sedado. Wildner, sem resposta, foi buscar um cigarro e notícias. Descobriu que Charles na verdade chamava Chuck e Jacinto Jack e eram, ambos, fugitivos da febem, por isso mudaram de nomes. Eles demoraram muito para cometer o primeiro assassinato, dez anos, mas algo despertou a fúria adormecida dos dois bandidos. Eles enquanto viviam na cidade nunca eram vistos juntos e os moradores confirmaram que chegaram lá com intervalo de meses. O detetive ficou sabendo que Jack escapara, ao conferirem a outra cova acharam apenas sangue e uma trilha que sumia depois de três passos.
Wildner fumou seu cigarro, se despediu dos políciais informantes e voltou para o quarto. Ao chegar viu a quantidade de jornalistas ao lado do delegado, finalmente Moraes conquistara a fama, pena não estar acordado para aproveitar. Wildner não queria holofotes, não depois de quase morrer, precisava de tequila e de roupas que não fossem do hospital. Foi para seu hotel pegou a mala, disse na recepção que o governador pagaria a conta. Saiu com um conhaque roubado do frigobar. Dizem que em um bar ele conheceu uma loira de lábios muito vermelhos, dizem que ela disse que o quente é viajar, dizem que eles foram embora no maverick subindo até Machu Pichu, dizem que foram com amor em seus corações.
Moraes acordou depois de cinco dias, ficou realizado quando viu os jornalistas sob sua carcaça, concedeu milhares de entrevistas, foi considerado o responsável pela descoberta da dupla "Gordo & Magro", como ficaram conhecidos Jack e Chuck. O delegado disse que abandonaria a carreira policial e escreveria um livro sobre sua fantástica saga. O livro, até o fechamento dessa edição, não foi publicado. Moraes foi chamado para participar de um realitty show, hoje ele corre risco de ser eliminado.
A rebelião da cidade não durou muito tempo, mas destruiram algumas casas, incluindo a delegacia. O corpo do padre sumiu durante a revolta. Quando o povo soube que pegaram os assassinos, a ira cessou.
Jack conhecia o cemitério como a palma de sua mão. se escondeu dentro de um túmulo recente por sete dias e seis noites, comeu carne do cadáver dividida com os vermes. Fugiu na sétima noite, não se sabe pra onde. O que dizem é que tem gente morrendo de faca, morrendo pela faca, e dizem que é pelo magro. Dizem por aí que onde há neblina faca e sangue ele vem atrás, o chamam de novo estripador.
E assim a cidade ficou quieta de novo, o leiteiro voltou a entregar leite, o padeiro a fazer pão e a banda voltou a tocar no coreto, mesmo com dois integrantes faltando. Uma cidade pequena, vivendo de produção de vinho, nas serras gauchas.
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