segunda-feira, outubro 25

Autorretrato

Sou meio bizarro do tipo que não agrada
Sempre que escarra uma frase amargurada.
Sou o tipo de maldito que é mal dito
Pelos amigos.

Mas juro, tenho bom coração.

Sou aquele bêbado ali jogado,
Aquele que dizem que foi mal-criado,
Metido, arrogante, insuportável.
Sou o cara que ninguém acha agradável

ou pelo menos tenho essa sensação;

Sou estranho, muitas vezes não me entendo
Acho perigoso, mas melhorar nem tento.
Outsider por natureza, isso com certeza,
Sou maldito, mal falado, mas tenho minha beleza

Que guardei em outra seção.

Sou escroto, imperfeito e com baixos sentimentos
Para os que me conhecem, sou mesmo um tormento.
Sem glória no passa ou paz no futuro.
Deviam ter me deixado de fora do muro.

Mas estou dentro. Ai! Que emoção!

Não gosto de polícia, nem de homens de terno
Não gosto dessa gente que vive pro Eterno.
Não gosto da métrica na minha poesia.
Não gosto dessa tal de epífania.

Gosto de paralelismo, não dá algum tesão?

Sou o cara que vai se foder, O maldito cara torto
Que vai ver os amigos crescerem. E esquecerem o passado morto.
Sou sozinho, mas no fim- me prometeram,
Terei o sorrisinho que os homens esqueceram.

3 comentários:

  1. Você é a versão não-querida do Johnny Thunders.
    Bem-vindo ao clube.

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  2. vc é metade do que vc fala e o dobro do que vc diz.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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