domingo, agosto 15

Poema de sete gumes ( com todo respeito, plagiando um fodão)

Quando nasci não veio nada, nem anjo, nem mago
Mas o silêncio da sombra me disse o que eu explicito
-Vai Drump, Vai à merda, ser escroto (não escrito)
Vai pro mundo, vai ser falta de caráter. Sem afago.

Os postes vigiam o homem
Correndo atrás de outros homens
Comendo a carne do mesmo homem
As mulheres, tão belas, serão sobremesa (do homem)
A tarde vai ser vermelha.


O busão passa cheio de cabeças e bundas,
Branca, amarelas, verdes, pretas, umas rosadinhas.
Elas rolam pra longe,
Meus olhos não perguntam nada.

O homem raspou o bigode
Usa lentes de contato
Mas continua sério,
agora só tem amigos mortos
O homem sem bigode e óculos.

Meu Deus, por que me acordaste
Se sabias que eu era Deus
Se sabias que eu tinha sono

Mundo, mundo, devastado mundo
Se eu me chamasse Carlos
Pelo menos rimaria com calos, ou falos, atalhos,
Mas continuaria sem solução
Mundo, devastado e encolhido mundo
És como meu coração

Eu não devia te dizer,
Mas essa lua e esse rum
Me botam comovido como o diabo

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